Os pontos a seguir tratam sobre ética/moral, isto é, das definições do bem e do mal, do certo e do errado. Defendo que a ética é necessária (somos seres morais) e objetiva/absoluta (única e aplicável sobre todos), e não arbitrária (pode ou não existir) e subjetiva/relativa (é definida de pessoa para pessoa). Para você, somos seres morais ou agimos meramente por instinto ou reflexo? E se a moral existe, ela é necessária e objetiva ou arbitrária e subjetiva?
Em primeiro lugar, a ética só pode existir de forma objetiva, única e aplicável sobre todas as pessoas. Isso porque a moral subjetiva é algo contraditório — a ética subjetiva já pressupõe a ética absoluta, ou seja, que deve haver uma ética universal anterior que define que a ética varia de pessoa para pessoa. Assim, estabelecida a existência da moral, temos que ela, por definição, é necessariamente objetiva, sendo um absurdo lógico supor uma moral subjetiva.
Sem dizer dos absurdos culturais de uma ética relativa, todos resultantes do absurdo lógico supracitado. Por exemplo, não haveria como saber qual ética obedecer e nenhuma razão para se ofender com a ética alheia — afinal, cada um possuiria sua própria moral, sendo legítimas todas as práticas humanas, ainda que assassinas, adúlteras etc. Assim, uma ética relativa também implicaria em absurdo cultural, que seria consequência do absurdo lógico.
É verdade que a ética admite certa liberdade ou subjetividade em definições de importância relativa. Por exemplo, condôminos podem definir as regras internas do condomínio como preferirem, o que deve ser respeitado por todos os moradores. Contudo, mesmo esse elemento subjetivo pressupõe um padrão objetivo anterior que conceda tal possibilidade, e isso desde que não contradiga nenhuma das normas prévias absolutas, aplicáveis sobre todos. O mesmo se aplica aos votos pessoais, que vinculam apenas aqueles que os fizeram.
Em segundo e último lugar, por ser necessariamente objetiva, a ética precisa ser justificada com autoridade. Isto é, o legislador e julgador das leis morais precisa, pelo menos, de justiça para definir o bem e o mal, de onisciência para separar os obedientes dos desobedientes e de soberania para punir os maus e recompensar os bons. Sem justiça, que moral alguém teria para definir o certo e o errado? Sem onisciência, como descobrir verdadeiramente quem obedeceu e quem não obedeceu no coração ou quando ninguém estiver vendo? E sem soberania, como impor sua vontade sobre outrem, seja para o bem ou para o mal?
Então, pergunto: você possui esses atributos essenciais, não apenas nessa vida, mas ainda na vindoura? Digo, você se atreveria a ser o padrão objetivo para a ética? Ou efetivamente sabe que isso é impossível ao homem? Lembre-se: as definições éticas na sua visão de mundo precisam de um firme fundamento. É o mesmo ponto da verdade que mencionamos no artigo, A Garantia da Verdade — o que você acredita precisa se autojustificar em abrangência, validade e autoridade. Não me venha com achismos em suas definições!
Para fugir do absurdo lógico e cultural, o cristianismo ensina que a ética é necessária e objetiva, e não arbitrária e subjetiva. Deus nos criou seres morais e é o padrão objetivo das definições éticas. Não somos meros animais agindo por instinto, nem somos nós mesmos os definidores do certo e do errado. Antes, é Deus quem define a ética, punindo os maus e recompensando os bons, e a sua Palavra é o único padrão objetivo da verdade — só a Bíblia se autojustifica e confirma a norma da lei moral intrinsecamente gravada no nosso coração.
Você não concorda? Ok, mas por quê? Existe algum outro padrão com autoridade sobre as questões morais além do Deus cristão e da sua revelação bíblica? Não, não existe e a sua consciência não me permite mentir. Contudo, enquanto ainda há tempo, mostre-me que o seu padrão ético é superior ao meu! Voltar para continuar...